O POVO no MUNDO
Emprenhados pela mídia a população vai se despersonalizando, perdendo graça, originalidade e criatividade. Novas gerações reproduzem o que é ditado; antes de corpo já é cópia, anda-fala-ouve, consome subprodutos, sobrevivendo alegremente do fiado e do favor, com status de cliente especial dos mercadinhos Deus dará.
Dominó, futebol, fofoca e baralho...teodorenses são antes de tudo, um forte, um fraco, um louco, um sábio, um Banco do Brasil, uma Cesta do Povo, uns um internauta, dois distritos, dezenas de igrejas, um praça grande, gatos, cachorros e pardáis, nenhum cinema, cinco montanhas, muitas moitas, nenhum motel. As esquinas são curvas do mundo #As meninas são lindas nos modos #
As covas são para os velhos e todos vão aos enterros.

Sempre há beleza quando os tolos calam: Encontrem
Rezadeiras, Costureiras,
Doceiras, Rendeiras.
O menino do sonho.
O vendedor de cocadas.
Corte seu cabelo na tenda do mercado.
Prosei com os feirantes.
Tenha a sua gaiola.
Sente-se na praça,
Compre um geladinho,
Troque a sua gude.
Ande pela sombra,
Tome banho de rio.
Encante-se com os boêmios.

"Teodorenses são descendentes de Assis Valente, gênio da música brasileira, orgulho da terra e que ainda pode ser encontrado em pequenos circos animando as crianças; dizem que encarna em TomZé anda pelas ruas de Irará pensando em solo Teodorense, louco de saudade de Carmem Miranda, irado com o destino".